Maycon

Um ano do desaparecimento do formosense Maycon Castro

“Só tristeza, choro e angústia. Desespero!” Esse é o resumo do último ano da artesã Patrícia Castro que desde o dia 29 de abril do ano passado busca por seu filho, Maycon Castro, desaparecido em Rondônia. Sem novas pistas ou linhas de investigações, Patrícia se apega com Deus para encontrar uma resposta sobre o paradeiro de Maycon, que na época, tinha 17 anos.  

“O meu sentimento é muito complicado porque é uma briga entre a lógica e o sentimento. Minha vontade é que ele tenha fugido porque se envolveu com coisa errada. Na minha cabeça e no meu coração meu filho está vivo. Mas tem dias que bate a depressão e penso o pior!”, conta Patrícia, que começou tratamento psicológico, mas desistiu por ter achado os remédios fortes.

Segundo ela, quem responde por Seringueiras é o delegado de São Miguel do Guaporé, e, nesse período, já passaram quatro por lá, o que dificulta ainda mais a conclusão das investigações. Patrícia conta que o último disse a ela que o fato de ninguém na cidade comentar sobre o assunto complica achar novas pistas.

O amigo de Maycon que o convidou a ir para Rondônia tinha um mandado de prisão por outros crimes, mas fugiu para Palmeiras de Goiás e em quatro meses foi solto devido seu problema ser com a justiça de outro Estado, que deveria ter feito a transferência, mas o delegado alegou à Patrícia que o custo de levá-lo para Rondônia era muito alto. Esse rapaz era uma das pessoas que poderia colaborar com alguma informação. Agora, Patrícia não tem ideia do que fazer.

A angústia para encontrar alguma pista que pudesse levá-la até o filho faz com que Patrícia ligue todos os dias para o responsável pelo caso, mas essa insistência irritou o delegado que pediu que ela não ligasse mais, que quando tivesse alguma novidade ele entraria em contato.

O Formosa Agora entrou em contato com o delegado, mas não obteve resposta.

 

Entenda o caso:

Maycon estava morando em Seringueiras. Foi quando ele conheceu uma jovem chamada Miriam, de 25 anos, começaram a namorar e cerca de uma semana depois, ela o chamou para ir morar com ela em São Miguel.

No dia em que desapareceu, Maycon estava na lanchonete onde a namorada trabalhava na companhia de alguns amigos, mas pegou uma moto emprestada para ir até à casa usar o banheiro e desde então ninguém mais tem notícias.

O antigo responsável pelo caso trabalhava com a ideia de ele estaria vivo, mas teria desaparecido voluntariamente por estar envolvido com o crime na região.

Os documentos e alguns objetos pessoais de Maycon foram encontrados em uma residência onde havia suspeita de ser uma boca de fumo. Eles foram deixados na Polícia Civil para contribuir com as investigações.

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