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Synesio Araújo: emoção e tradição na festa do Divino

Aos 86 anos, sr. Synesio Araújo fala com emoção dos 43 anos em que participa da Folia do Divino Espírito Santo. Seus olhos chegam a lacrimejar quando ele se lembra dos tempos em que tocava trompete na banda. “Era um prazer tocar! A primeira folia que teve aqui, no Abreu, em 1975, eu participei e até hoje eu sinto uma emoção, nem sei explicar, ainda choro”, diz seu Synesio atribuindo a emoção à sua idade, mas percebe-se que o sentimento é sua paixão pela folia.

A entrevista foi marcada em um local que tem sua cara, e o seu nome: Divinodromo Synésio Araújo, o qual ele conta orgulhosamente sobre como ajudou a fundar o local e como foi feita a expansão. Hoje a folia ocorre em um grande galpão, mas antes do Divinodromo, a festa era feita na casa dos próprios foliões.

Para que a festa ocorra, é necessário o envolvimento de muitas pessoas, mas, o trabalho do Sr. Synésio é fundamental! Com um cardeninho na mão, ele tem os dados de doações arrecadas para viabilizar a folia. Neste ano, já foram conseguidas cerca de 27 vacas para ajudar no tradicional almoço da festa. Todos os anos ele faz do mesmo jeito: pega o caderno e entra em contato com os possíveis doadores, e, por ser conhecido e querido, consegue angariar ajudas.  Sua meta é continuar participar ativamente da Festa do Divino. “Enquanto eu tiver saúde para ajudar, não posso dizer não. Vou participar sempre!”

Assim como aprendeu a participar da folia com seus pais, ele deixa como legado para seus filhos e netos a devoção ao Divino Espírito Santo. Foi com Sr. Synésio que o vereador Bruno Araújo, de 29 anos, aprendeu a se envolver na organização da festa. Desde criança ele vê o avô na correria para fazer a festa dar certo e até hoje aguarda ansiosamente os 10 dias de festa e diz que quando chega, passa muito rápido.

“O maior legado que meu avô tem deixado: a adoração ao Divino Espírito Santo, que é o que nos mantém de pé, dispostos a continuar. Quando você dá o nome, participa, fica a frente, você leva muitas pancadas, mas o Divino Espírito Santo transforma, dá força para que a gente continue. E não fazemos pelo humano, mas pelo amor que temos pela festa e pela devoção”, diz.

 

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