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Saiba o porquê a elite do crime pode vir para Formosa

 

Três anos após a previsão, o presídio de Formosa ficou pronto e deve ser entregue ainda neste mês de fevereiro. A discussão agora é em torno da possibilidade da transferência de presos de alta periculosidade para a nova estrutura, que, segundo o promotor do MP-GO, Douglas Chegury, geraria impactos na vida do formosense em diversos setores como saúde pública, moradia, educação, etc. Isso porque o Governo de Goiás tem divulgado a criação de 600 novas vagas, sendo 300 em Formosa e outras 300 em Anápolis, porém, em Formosa já existem 200 presos no regime fechado, o que ocuparia a maior parte das vagas.
Como a informação era pouco conhecida pela comunidade, realizou-se uma audiência pública em 23 de janeiro com participação do MP-GO, Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, e sociedade civil para tornar o problema público. Nesta reunião foi escrita uma carta que foi enviada à Secretaria de Segurança Pública, para os chefes do Tribunal de Justiça e Procuradoria-Geral de Justiça e também para setores de defesa dos direitos humanos.
O promotor Chegury tem denunciado as péssimas condições do atual do Cadeião que falta ventilação, higiene, salubridade, além da superlotação e falta de atendimento médico. “Hoje, em Formosa, nós temos mais de 200 presos cumprindo pena. Por aí só já se vê que a capacidade do presídio novo, antes mesmo da sua inauguração, está preenchida. Não há a menor chance de que venham presos de outras partes do estado para ocupar esse presídio sem que nós tenhamos a repetição dos mesmos problemas de superlotação”, disse o promotor ao G1.
O prefeito Ernesto Roller também não concorda com a transferência de presos de organizações criminosas como PCC, Comando Vermelho, etc. Ele disse que rejeita o que chamou de “presente de grego” para Formosa porque isso aumentaria os índices de criminalidade na cidade. Não queremos que a violência se instale em números mais fortes que aqueles que já temos em virtudes de uma ação impensada do governo, que, para resolver o problema de Aparecida de Goiânia, crava um punhal nas costas do povo de formosa”.

A assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública não foi encontrada para comentar o fato.

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