foto: Ion David / Travessia Ecoturismo

Label, maior cachoeira do centro-oeste, está fechada para visitação

Três meses após a abertura para o público, a Cachoeira Label, em São João d’Aliança (GO),  há 113 km de Formosa, está fechada para visitação devido a uma briga judicial por terras. Em janeiro deste ano, a cachoeira tirou o título de maior queda d’água do Centro-Oeste com 187 metros de altura, 19 a mais que o Salto do Itiquira, que até então, era a mais alta de Goiás.  

A Cachoeira do Label era uma das apostas para alavancar o ecoturismo da região, que ainda era pouco comparado a Alto Paraíso e à Vila de São Jorge, na região da Chapada. O local chegou a reunir 2 mil visitantes ao longo de 40 dias da Quaresma, movimentando restaurantes, guias e transportes locais. “Travamos anos de luta pela atividade turística na cidade. Agora que conseguimos avançar, aparece um impasse”, lamentou o secretário de Cultura e Turismo de São João d’Aliança, Geraldo Hermes Bertelli, ao Portal Metrópoles.

 

Briga judicial

 

Em abril deste ano, quando o movimento de turistas começou a aumentar, Márcio Roberto Guimarães, fazendeiro da região. entrou com uma ação judicial reivindicando a área. Segundo ele, tanto o Córrego Extrema, que dá origem à Cachoeira do Label, quanto o salto, fazem parte da Fazenda Sucuri, com 600,22 hectares de extensão.

Por outro lado, Marcello Nissen e Leonardo Clausi, que liberaram a entrada para turistas, dizem ter comprado as terras onde está a cascata em 2016 e batizaram a fazenda de Reserva Bellatrix. E, segundo eles, a documentação comprova a posse e detalha os limites da propriedade.

Em liminar concedida pelo juiz substituto a decisão foi favorável a Guimarães, e o acesso à cachoeira então foi fechado a concorrentes. Agora, Nissen e Clausi aguardam análise do recurso.

Nissen afirma que quando ele e o sócio compraram a área, começaram a fazer benfeitorias na área, e agora, está com cadeado nas porteiras.  “Iniciamos um projeto de reflorestamento na região e queremos agregar o turismo sustentável. Elaboramos um mapa de recuperação da área, fizemos a sinalização e melhoramos a segurança da trilha, incluindo cordas e corrimãos para apoio em locais onde a passagem é mais difícil”, conta.

 

 

Com informações do Metrópoles

Comente!